Além de 4.000 euros, a dotação do prémio, a banda recebeu um convite da Fundação Caixa Tarragona para dar um concerto remunerado no último trimestre deste ano.
Este ano na sua segunda edição, o concurso tem já, na opinião do maestro Francisco Ferreira, director artístico da banda, «uma grande importância» e «será, sem dúvida, no futuro, um dos mais importantes do mundo».
O maestro realçou o facto de o director artístico do certame, o maestro e compositor José Rafael Pascual Villaplana, ser, «no mundo das bandas, uma referência mundial».
Nesta sua primeira participação num concurso «fora de portas», a BSP apresentou-se com 76 músicos e interpretou duas peças «obrigatórias» - «Consuel Ciscar», de Ferrer Ferrán, e «Music of the spheres», do compositor Philip Sparke, sendo a primeira não pontuável - e uma «livre», escolhida pela banda, a Sinfonia nº1 «Gilgamesh», do compositor belga Bert Appermont.
A BSP passou à final com três bandas espanholas e o júri acabou por a proclamar vencedora.
Em declarações à Lusa, o maestro Francisco Ferreira apontou como um dos objectivos da banda a profissionalização, encarada como a via adequada para a criação de uma estrutura que permita aos seus músicos, na maioria licenciados, desenvolverem um trabalho regular.
O maestro referiu, a propósito, não haver actualmente em Portugal «uma única banda sinfónica civil profissional».
Com sede no Porto, a BSP foi criada em Novembro de 2004, tendo feito o seu concerto de apresentação em 1 de Janeiro de 2005 no Teatro Rivoli do Porto, onde também gravou o seu primeiro CD.
Fonte: in "Diário Digital / Lusa"